Para a parentalidade não  existe curso ou formação possível, apenas nos dão uma criança para os braços e depois… ou desmaias ou foges! Ou então respiras bem fundo e acreditas que vais fazer o melhor trabalho possível e criar aquele pequeno ser cheio de amor para ser muito, muito feliz e pedindo a Deus que todas as regras morais, éticas e um par de botas lhe entrem no coração e no espirito e dali saía um bom ser humano com capacidade de amar a si mesmo e aos outros com todo o respeito que cada um de nós merece.

A verdade é que muitos que conheço seguem as diretrizes educacionais dos pais e estes já seguiam dos seus pais… mas a verdade é que nem sempre têm de ser assim. A verdade é que muitas poderiam ser muito boas, mas outras poderiam ser  o contrário. E eu acredito que podemos ser diferentes e podemos cortam as correntes que nos amarram a regras e formas de educar os nossos filhos.

A minha infância, não foi uma infância que na minha prespectiva nada feliz, não faltou comida, estudos (pela minha mãe, porque pelo meu pai eu teria morrido de fome aos 15 anos), mas faltou muito carinho e amor. Não sou infeliz por causa disso e passado alguns anos tenho isso muito bem resolvido: a minha mãe foi a mãe que soube ser e como ela própria diz; a minha mãe já assim era comigo eu não sabia ser diferente!

Pois bem… mas eu decidi ser diferente! Não fosse eu, quem sou! Resolvi cortar as amarras das minhas memórias e ser em tudo diferente dos meus pais, segui os meus instintos, ouvi o meu coração e agarrei-me ao que mais acredito. Uma criança têm de ser amada, feliz, brincar, com regras sim, muitas, mas muito, muito amor e carinho!

Cometo muitos erros, pois sou de longe uma mãe perfeita! Mas sei que no fim do dia estou a fazer um bom trabalho, quando ouço aquele pequeno sussurro ao ouvido, bem antes daqueles olhinhos pequeninos fecharem cheios de sono: mãe, és a melhor mãe do mundo! É nesse momento que sei que sou diferente dos meus pais e que tudo vale a pena e que mesmo assim fico feliz, pois foi a forma errada de me educarem que me transformaram na boa mãe que sou hoje.

Com isto não digo que somos todos iguais ou mesmo que tivemos infâncias pouco felizes, digo que somos todos diferentes e podemos aprender com os erros uns dos outros ou até mesmo com os acertos.

Em caso de dúvida o melhor é seguir o nosso coração e instinto, pois esse quando se trata dos nossos filhos nunca nos vai enganar.

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