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O meu filho na 6ª feira passada partiu a clavícula na escola. Ficou até ontem em casa, pois as dores são horríveis e dependia muito de nós no dia a dia.

Hoje já muito mais autónomo e com poucas dores, já regressou à escola. Deixou-me o coração nas mãos, pois durante 2 a 3 semanas terá de andar de braço ao peito e mantê-lo o mais imobilizado possível. Mas já sabemos como são as crianças e coisa que tenho a certeza é que isso não vai acontecer, pois assim que não doer mais, lá vai ele mexer o braçito.

Nestes dias que esteve em casa, a palavra que mais foi dita foi: MÃEEE! Foram tantas, mas tantas vezes por dia, que eu hoje ainda tenho o eco nos ouvidos. Ontem, já estava tão cansada deste nome que cada vez que o ouvia dava-me um arrepio.

Eu adoro ser mãe, adoro que o meu filho me trate por mãe, que diga mamã, adoro saber que sou mãe… mas temos de ser sinceras ouvir a palavra mãe mais de 100 vezes por dia, por vezes seguidas, frita o cérebro de qualquer ser humano, até do mais paciente.

E agora pensam assim, mas tens de ter paciência, a criança estava doente, imobilizada, as crianças aborrecem-se facilmente e o pai estava fora a trabalhar e tu tiraste tempo do trabalho para ficar com ele. Errado! Tudo errado, menos a parte ” de ter paciência, a criança estava doente, imobilizada, as crianças aborrecem-se facilmente”!

Tanto eu como o pai trabalhamos ambos em casa, logo ambos tivemos a sorte de não ter de deixar os nossos trabalhos para dar apoio ao pequeno e ele a sorte de ter ambos os pais em casa. Mas o que é que isso interessa, se ele apenas chama: MÃEEEEE!

E foram algumas vezes que ouvi o pai dizer, não chames sempre a mãe, o que acabou por fazer com que a figura paterna desistisse de ir ao seu socorro já que levava de lá um belo: Mas eu quero a mãe!

Eu tentava concentrar-me no trabalho e quando conseguia vinha de lá um: mãeeeeee!

Estes dias foi: mãe quero ir à casa de banho; mãe quero os bonecos; mãe ajuda-me a sentar; mãe ajuda-me andar; mãe liga-me a TV; mãe dá-me o comando; mãe passa-me o tablet; mãe preciso que carregues aqui; mãe escreve os meus TPC’s; mãe dá-me comer; mãe anda para o pé de mim; mãe não quero estar sozinho; mãe; mãe; mãe;mãe. Oh rapaz, não me gastes o nome!

As crianças são o melhor do mundo, mas ainda bem que existe a escola!

P.S: Acho que estou a ficar louca, ao mesmo tempo que estou a tentar aproveitar o silêncio da casa, estou farta de pensar como será que está a correr a escola, será que não foi muito cedo para voltar às aulas. Crazy!

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